Sou do tempo em que zine era feito com colagem e copiados com mineográfo (junto com 'Datilografia', 'Mimeografia' era disciplina no segundo grau público), sem Photoshop, Corel, Banco de Imagens, Google, o que fazia com que se rebolasse mais atrás de informação, e que geralmente não era bem assim, ou era cara, ou longe, ou não tinha mesmo. Então ali, pós brincar muito de playmobill e furar dois pogobóis, trocar papéis de carta, ser craque no Atari, fazer agenda (avó do blog e hj dignas de exposição/ instalação artística. Quem 'fez' sabe), e ver no sofá de casa e sem celular ao primeiro dia de veiculação da MTV tupibiquim em 1990 é que comecei a fazer sombra... Ah o começo dos anos 90... literalmente eu cresci. Troquei as festas Chiclete com Banana do clube pelo Porto de Elis , Space (onde o Fabrício Peçanha era um guri...) e outros nem tão 'bem falados' estabelecimentos. Junto veio o Roque, aquele tal de rock'n roll. E os discos (vinil, termo que não consta no amansa e significa objetos negros onde as faixas eram executadas por agulhas- quem tinha a manha fazia tocar até com espinho de Cristo Rei...) do New Kids On The Block deram espaço aos malvadões dos Guns N'Roses, para a minha sorte e azar da minha mãe e vizinhos. Foi o bonitão do Axl (projetem aí uns quase 20 anos atrás) e seus amigos que me fez lacrar uma peça anexa da casa com almofadas, travesseiros e cobertores, com uma tevezinha e um gravador de fita cassete (esta sim, não consigo nem explicar) para poder gravar com 'melhor' qualidade a apresentação dos caras no Rock In Rio no auge do verão 1991. Foi o primeiro show que fiquei realmente muitíssimo triste em não poder estar presente.
Mas nada como um dia após o outro...
Mas nada como um dia após o outro...
Aí chegamos ao motivo do post. Sim, fui uma das quase 20 mil maltratados neste 16 de março, quando Axl (com todo o peso da idade, mas não menos aprazível) e banda (nenhum da formação original, mas que mostraram conseguir segurar a falta que o Slash faz) subiram ao palco montado no estacionamento da Fiergs. O alerta piscou quando semanas antes foi anunciando a mudança da apresentação que iria inicialmente acontecer no Gigantinho. No dia, final da tarde, cheguei sozinha na fila. Menomale que era uma fila família, num clima dos 8 aos 80 e por sorte encontrei um casal de amigos adoráveis. Logo descobrímos que os portões não tinham sido abertos ainda, estavam com um atraso monstro. Sem nada o que fazer. Ainda bem que Jack (o Daniels) estava entre nós e minimizou a situação (se tu vai para a pista num show destes, cerveja não é a melhor cia). A organização na entrada foi terrível, desde o posicionamento dos bretes até a falta deles por momentos). Antes de se posicionar, banheiros limpos e cheirosos: inacreditável (estavam bem queridos na saída tb, diferente do show do Metallica, onde mais parecia aquela cena escatológia cena da casinha do banheiro em Quem Quer Ser Um Milionário?). Ficamos no primeiro um terço do público, e de lá não se podia sair. Alí, no mercado negro uma carteira de cigarro valia $ 20, a cerveja $ 10, um copinho de água $ 8 (duas, por $ 15).

Nada fun: show tava marcado para as 21hs e começou as 2 da manhã. Lastimável!
Ingresso é contrato, você compra o que está impresso ali, e que produtora e artista deveriam cumprir...
Sede, vontade de fazer xixi, cansaço, papo furado de gente mala. Mas o momento amador mesmo foi ter que saber do atraso e de outras informações pertinentes via twitter, facebook e outros, a produção, com um texto muito do fraco, foi se manifestar mais de duas horas depois do horário previsto pro show. Mancada!

De qualquer, valeu mãe, pelo ingresso!
Entre os shows que tipo precisava ver: Kings of Lion, Nirvana e Beatles...
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